Alex Bowman na pole para a Daytona 500

Alex Bowman obteve a pole para a Daytona 500 pela segunda vez na sua carreira, fazendo o melhor tempo na sessão de qualificação de ontem.

Fonte: Twitter/Hendrick Motorsports

O 38º dos 44 pilotos inscritos a sair para a pista, Bowman bateu o seu colega de equipa William Byron com uma volta realizada em 47.056 segundos para fazer a pole na sua primeira sessão de qualificação com o famoso número 48. O piloto da Hendrick também fez história ao tornar-se no primeiro piloto a qualificar-se na linha da frente para quatro edições consecutivas da prova, naquela que é a 14ª pole para a equipa na Daytona 500.

Byron garantiu a linha da frente para a Hendrick Motorsports ao fazer o segundo melhor tempo, batendo Aric Almirola e Bubba Wallace. Apesar de não ter conseguido repetir a pole obtida no ano passado, Ricky Stenhouse ficou com o quinto melhor tempo na sessão de ontem, com Kevin Harvick, Christopher Bell, Ryan Preece, Austin Dillon e Daniel Suárez a completarem o top dez.


Ao ser o melhor dos open cars na sessão de ontem, Preece garantiu a sua presença na prova de domingo, juntamente com David Ragan, que ficou com o 13º tempo. Austin Cindric, Kaz Grala, Timmy Hill, Garrett Smithley, Ty Dillon e Noah Gragson vão lutar pelos outros dois lugares disponíveis nos duelos desta noite, com o melhor em cada corrida de qualificação a apurar-se para a Daytona 500.

Kyle Busch vence o Clash depois de um incidente entre Elliott e Blaney

Kyle Busch aproveitou um toque de Chase Elliott em Ryan Blaney na última curva para vencer a primeira edição do Clash no traçado convencional de Daytona.

Fonte: Twitter/Joe Gibbs Racing

Num final muito semelhante ao da primeira prova realizada na ROVAL de Charlotte, o bicampeão da Cup Series estava em terceiro à entrada da última volta, mas aproveitou um toque na última chicane entre os dois pilotos que estavam a lutar pela vitória para cortar a meta na primeira posição. Assim, apesar de ter sido uma presença consistente nos cinco primeiros, o piloto da Joe Gibbs Racing liderou apenas a última volta a caminho do seu segundo triunfo no evento de exibição.

Mesmo depois de ter dado um toque em Ryan Blaney na última curva, Elliott ainda conseguiu cortar a meta em segundo. O vencedor da corrida realizada no traçado convencional de Daytona em agosto foi forçado a partir em último devido a ajustes feitos sem autorização antes da prova, mas foi recuperando gradualmente até assumir a liderança ao ficar em pista quando a maior parte dos pilotos da frente colocou pneus mais frescos no último caution

Apesar de ter partido para o recomeço na quarta linha, Blaney chegou rapidamente a Elliott e ultrapassou-o a duas voltas do fim, mas nunca se conseguiu afastar definitivamente do piloto da Hendrick, que acabou com as hipóteses de vitória de ambos ao atingir Blaney na última chicane, com o piloto do #12 a ser o mais prejudicado, uma vez que ficou classificado apenas em 13º.

Joey Logano, Tyler Reddick e William Byron completaram o top cinco da 43ª edição do Clash, que contou com 21 pilotos à partida. Numa noite dominada pela Joe Gibbs Racing, Denny Hamlin liderou 21 das 35 voltas, mas não conseguiu recuperar posições no último recomeço, enquanto Martin Truex Jr abandonou devido a um acidente pouco depois de ter assumido a liderança.

Como funciona a qualificação para a Daytona 500?

A corrida mais importante da NASCAR, a Daytona 500 tem um procedimento de qualificação único em todo o desporto motorizado.

Fonte: Twitter/JTG Daugherty Racing

Conhecida como a "Great American Race", a Daytona 500 é a corrida mais importante da NASCAR e aquela que todos os pilotos querem vencer. A prova é sempre o maior evento de um período conhecido por Speedweeks, que engloba as várias provas que têm lugar na Daytona International Speedway desde as 24 Horas até às 500 Milhas, que este ano realizam-se no dia 14 de fevereiro. No entanto, a sessão de qualificação para a corrida realiza-se já esta noite, apesar de ser apenas a primeira parte de um processo que só irá terminar na noite seguinte.

Assim, a qualificação para as 500 Milhas de Daytona divide-se em duas fases:
  • Sessão de qualificação (noite de quarta para quinta)
  • Duelos (noite de quinta para sexta)

Sessão de qualificação
A sessão de qualificação para as 500 Milhas de Daytona decorre da mesma forma que todas as outras sessões de qualificação nas pistas ovais da NASCAR: cada carro tem apenas uma tentativa para fazer uma volta cronometrada. No entanto, esta sessão não determina todas as posições de partida para a corrida, uma vez que só define a primeira linha da grelha, que será ocupada pelos dois pilotos com os melhores tempos.

Duelos
Os duelos são duas corridas de qualificação de 60 voltas que determinam as restantes posições de partida para a prova. No primeiro duelo, participam apenas os pilotos que ficaram em posições ímpares na sessão de qualificação (o piloto que fez a pole, o terceiro, o quinto, o sétimo...). Esses pilotos vão lutar para ocupar os lugares no lado de dentro durante a partida para a corrida, ou seja, o vencedor do primeiro duelo (se não for o piloto que fez a pole na sessão de qualificação) vai partir para a corrida na terceira posição, o segundo classificado na quinta posição, o terceiro na sétima e por aí em diante.

No segundo duelo ocorre exatamente o oposto. Participam apenas os pilotos que ficaram em posições pares na sessão de qualificação (os pilotos que fizeram o segundo melhor tempo, o quarto, o sexto, o oitavo...). Esses pilotos vão lutar para ocupar os lugares no lado de fora durante a partida para a corrida, ou seja, o vencedor do segundo duelo (se não for o piloto que ficou em segundo na sessão de qualificação) vai partir para a corrida na quarta posição, o segundo classificado na sexta posição, o terceiro na oitava...

Só podem participar na corrida 40 carros, mas existem 44 na lista de inscritos. Os 36 carros com um charter têm um lugar garantido na corrida, o que significa que quatro dos oito sem charter não poderão começar a prova. Assim, a luta pela qualificação será feita por estes oito pilotos: Austin Cindric (Penske), Kaz Grala (Kaulig), Ty Dillon (Gaunt Brothers Racing), Noah Gragson (Beard Motorsports), Ryan Preece (JTG-Daugherty), David Ragan (Front Row), Timmy Hill e Garrett Smithley (ambos com a MBM Motorsports).

Os carros que não têm a sua presença garantida deverão estar divididos da mesma forma pelos dois duelos. Aquele que tiver o melhor resultado na sua corrida de qualificação garante aí o seu lugar na corrida, com os outros dois lugares na grelha a irem para os dois mais rápidos na sessão de qualificação (se esses também tiverem sido os melhores nos seus duelos, os lugares irão para os melhores na sessão de qualificação que não foram os mais rápidos dos carros sem charter nos duelos). No entanto, os carros sem charter que se qualificarem através da velocidade na sessão de qualificação e não por terem vencido o seu duelo terão de partir da 39ª e da 40ª posição.

Ao contrário do Clash, os duelos atribuem pontos para o campeonato: os dez primeiros em cada duelo recebem dez (para os vencedores), nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois e um pontos.

Ryan Blaney na pole para o Clash

Ryan Blaney beneficiou do sorteio realizado ontem à noite para partir na primeira posição para o Clash.

Fonte: Twitter/DEX Imaging

O piloto da Penske vai assim partir na pole para a corrida desta noite, que se vai realizar no traçado convencional de Daytona pela primeira vez na sua história. A ordem de partida para o evento de exibição foi determinada por um sorteio virtual, onde os crew chiefs dos pilotos escolheram uma garrafa de cerveja da marca Busch que, ao ser revelada pelo presidente da pista, continha o número correspondente ao lugar em que o seu piloto iria começar.


Alex Bowman, Denny Hamlin, Brad Keselowksi e William Byron vão ocupar os outros lugares do top cinco no início da prova, enquanto Chase Elliott, campeão da Cup Series e vencedor da única corrida realizada até agora no traçado convencional de Daytona, vai partir em sétimo, numa prova que terá 21 pilotos à partida.


A 43ª edição do Clash vai começar à 00:00 de Portugal Continental e terá 35 voltas, com um caution à 15ª passagem pela meta. Ao contrário dos duelos, o Clash é apenas uma corrida de exibição, não atribuindo pontos para o campeonato. 

Top 10
  1. Ryan Blaney
  2. Alex Bowman
  3. Denny Hamlin
  4. Brad Keselowski
  5. William Byron
  6. Tyler Reddick
  7. Chase Elliott
  8. Cole Custer
  9. Erik Jones
  10. Joey Logano

Formato e pilotos elegíveis para o Clash

A época de 2021 da NASCAR arranca já amanhã à noite com o Busch Clash at Daytona, um evento de exibição com 21 pilotos à partida.

Fonte: Twitter/Daytona International Speedway

Normalmente disputado no fim de semana anterior à Daytona 500, a edição de 2021 do Clash terá lugar na noite de terça para quarta-feira, um dia antes da qualificação para a "Great American Race". No entanto, a data não é a única alteração na versão de 2021 do Clash, uma vez que o evento de exibição vai ser realizado no traçado convencional de Daytona (que também vai receber a segunda prova do ano) e não na oval. A edição deste ano terá 35 voltas e um caution à 15ª passagem pela meta, com a ordem de partida a ser definida por um sorteio hoje à noite. 

Só poderão participar os pilotos que cumprirem os seguintes requisitos: pilotos que fizeram pelo menos uma pole position em 2020; antigos vencedores do Clash que competiram a tempo inteiro em 2020; antigos vencedores das 500 Milhas de Daytona que competiram a tempo inteiro na época passada; pilotos que já fizeram a pole position para as 500 Milhas de Daytona e participaram no campeonato a tempo inteiro em 2020; pilotos que se qualificaram para os playoffs na temporada passada; pilotos que venceram pelo menos uma corrida em 2020 e pilotos que ganharam pelo menos um segmento no ano passado.

Por isso, para além dos 16 pilotos que se qualificaram para os playoffs, Chris Buescher, Ryan Newman, Ricky Stenhouse Jr, Tyler Reddick, Ty Dillon, Clint Bowyer, Jimmie Johnson e Matt Kenseth também estão elegíveis para participar. No entanto, Bowyer, Johnson e Kenseth não vão estar presentes, o que faz com que estejam apenas 21 pilotos à partida para o evento, com o maior destaque a ser a participação de Dillon no #23 da 23XI, com a nova equipa a aproveitar o facto de o ex-piloto da Germain poder participar para fazer a sua estreia competitiva.

Lista de inscritos

  • #1   Kurt Busch (Chevrolet - Chip Ganassi Racing)
  • #2   Brad Keselowski (Ford - Team Penske)
  • #3   Austin Dillon (Chevrolet - Richard Childress Racing)
  • #4   Kevin Harvick (Ford - Stewart-Haas Racing)
  • #6   Ryan Newman (Ford - Roush Fenway Racing)
  • #8   Tyler Reddick (Chevrolet - Richard Childress Racing)
  • #9   Chase Elliott (Chevrolet - Hendrick Motorsports)
  • #10 Aric Almirola (Ford - Stewart-Haas Racing)
  • #11 Denny Hamlin (Toyota - Joe Gibbs Racing)
  • #12 Ryan Blaney (Ford - Team Penske)
  • #17 Chris Buescher (Ford - Roush Fenway Racing)
  • #18 Kyle Busch (Toyota - Joe Gibbs Racing)
  • #19 Martin Truex Jr. (Toyota - Joe Gibbs Racing)
  • #21 Matt DiBenedetto (Ford - Wood Brothers Racing)
  • #22 Joey Logano (Ford - Team Penske)
  • #23 Ty Dillon (Toyota - 23XI Racing)
  • #24 William Byron (Chevrolet - Hendrick Motorsports)
  • #41 Cole Custer (Ford - Stewart-Haas Racing)
  • #43 Erik Jones (Chevrolet - Richard Petty Motorsports)
  • #47 Ricky Stenhouse Jr (Chevrolet - JTG Daugherty
  • #48 Alex Bowman (Chevrolet - Hendrick Motorsports)   

As maiores mudanças no plantel da NASCAR Cup Series para 2021

A silly season de 2020-2021 foi uma das mais ativas dos últimos anos, com várias mudanças nas principais equipas da Cup Series.

Fonte: Twitter/Crew Chief's Corner

Para além do estabelecimento da 23XI, da Trackhouse e da Live Fast Motorsports, o período entre o final da temporada passada e o início da época de 2021 ficou marcado pela chegada de vários pilotos às suas novas equipas. 

Num ano que também terá várias mudanças num calendário que permaneceu praticamente inalterado durante uma década, quase todas as equipas que costumam lutar por triunfos e por lugares na primeira metade da tabela têm um alinhamento de pilotos diferente. As alterações mais importantes estão enumeradas na lista em baixo.

Pilotos que mudaram de equipa:

  • Kyle Larson : Suspensão → #5 da Hendrick 
  • Chase Briscoe: Xfinity Series → #14 da Stewart-Haas    
  • Christopher Bell: #95 da LFR → #20 da Joe Gibbs
  • Ross Chastain: Xfinity Series → #42 da Ganassi
  • Erik Jones: #20 da Joe Gibbs → #43 da RPM
  • Bubba Wallace: #43 da RPM → #23 da 23XI
  • Daniel Suárez: #96 da Gaunt Brothers → #99 da Trackhouse
  • Anthony Alfredo: Xfinity Series → #38 da Front Row
  • Corey LaJoie: #32 da Go Fas → #7 da Spire
  • Alex Bowman: #88 da Hendrick → #48 da Hendrick

Pilotos que deixaram de competir na Cup Series a tempo inteiro:

  • Ty Dillon: #13 da Germain → #96 da Gaunt Brothers em Daytona; algumas provas da Xfinity Series
  • John Hunter Nemechek: #38 da Front Row → Truck Series

Pilotos que deixaram de competir a tempo inteiro:

  • Jimmie Johnson
  • Clint Bowyer
  • Matt Kenseth

23XI, Trackhouse e Live Fast: As três novas equipas da Cup Series em 2021

Num dos defesos com mais atividade dos últimos anos, três novas equipas vão fazer a sua estreia na Cup Series na Daytona 500.

Fonte: Twitter/Sports Illustrated

A silly season de 2020-2021 foi marcada por vários anúncios que alteraram profundamente o plantel do escalão principal da NASCAR. Se as mudanças de equipa de alguns pilotos e as alterações no calendário captaram grande parte da atenção, a chegada de três novas equipas à Cup Series é também um dos principais motivos que fazem de 2021 um dos anos mais aguardados da história recente do maior campeonato de stock cars do mundo.

O desaparecimento da Germain e da Leavine Family Racing e a redução do número de corridas que a Go Fas vai disputar serão compensados pela criação de três novas equipas a tempo inteiro que se vão estrear em 2021. Representando os três fabricantes envolvidos na NASCAR, a 23XI, a Trackhouse e a Live Fast Motorsports vão apresentar-se pela primeira vez durante a semana em Daytona.

23XI Racing - Bubba Wallace; Toyota #23

Fonte: Twitter/23XI Racing

A criação da 23XI foi sem dúvida a maior notícia do defeso, tendo colocado os olhos do mundo na NASCAR devido à associação entre o três vezes vencedor da Daytona 500 Denny Hamlin e o ex-jogador da NBA Michael Jordan. Como se ter um dos melhores pilotos da década e um dos atletas mais famosos da história como coproprietários não fosse suficiente, a equipa contratou também um piloto que se tornou num embaixador da NASCAR pelas suas ações dentro e fora da pista.

Para além de todo o mediatismo que rodeou o anúncio da criação da equipa (cujo nome faz referência aos números que ficarão para sempre associados a Jordan e Hamlin), o facto de ter criado imediatamente uma aliança com a Joe Gibbs Racing e ambição dos seus proprietários faz com que a 23XI seja a nova equipa com mais probabilidades de sucesso dos últimos tempos.

Trackhouse Racing Team - Daniel Suárez; Chevrolet #99

Fonte: Twitter/Forbes

Apesar de as expectativas da Trackhouse não serem tão elevadas como as da 23XI, a equipa também deseja ser competitiva no seu primeiro ano na Cup Series, tendo mesmo formado uma parceria com a Richard Childress Racing para inscrever o Chevrolet #99 para Daniel Suárez, naquela que será a quarta equipa do mexicano desde o seu ano de estreia na Cup Series em 2017.

Criada por Justin Marks, um ex-piloto que participou em corridas dos três campeonatos nacionais da NASCAR e do IMSA WeatherTech SportsCar Championship, a Trackhouse também está associada a um nome famoso, uma vez que o cantor vencedor de um Grammy e de vários prémios da Billboard dedicados à música latina conhecido como Pitbull será coproprietário da equipa.

Live Fast Motorsports - BJ McLeod; Ford #78

Fonte: Twitter/Live Fast Motorsports

Tal como as duas equipas referidas acima, a Live Fast Motorsports também tem uma combinação de proprietários algo improvável, visto que foi formada por dois pilotos com níveis de experiência muito diferentes (enquanto McLeod já disputou mais de 200 corridas na Cup, Xfinity e Truck Series, Tifft foi forçado a interromper a sua carreira em 2019 aos 22 anos).

Das três equipas que vão fazer a sua estreia nas 500 Milhas de Daytona, a Live Fast deverá ser aquela com menos meios, mas o estabelecimento de uma parceria estratégica com a Stewart-Haas Racing semelhante á que a Go Fas tinha formado em anos anteriores indica que poderá ter prestações parecidas com a equipa liderada por Archie St. Hilarie.

Will Power ganha em Indianápolis para obter a sua primeira vitória do ano

Will Power estreou-se finalmente a vencer em 2021, liderando 56 das 85 voltas na segunda corrida do ano no traçado convencional de Indianápo...