Novo calendário para as Speedweeks em 2021; Clash no traçado convencional

A edição de 2021 das Speedweeks vai ter um programa diferente do habitual, com o Clash a passar a ser disputado a meio da semana no traçado convencional em Daytona.

As Speedweeks de 2021 vão ser mais curtas do que nos anos anteriores, uma vez que terão apenas seis dias. Esta situação deve-se à alteração das datas da qualificação para a Daytona 500 e do Clash, que costumavam ser realizados no domingo que antecedia a "Great American Race". No entanto, o Clash, um evento de exibição que normalmente está limitado aos melhores pilotos da época anterior, sofreu uma enorme transformação.

Em 2021, o Clash vai passar a ter lugar na terça-feira à noite e será disputado no mesmo circuito em que são realizadas as 24 Horas de Daytona. Para além disso, foi também divulgado que os pilotos não irão usar os carros da Geração 7 (Gen-7 em inglês), que farão a sua estreia na próxima temporada. Ainda a pensar no grande número de incidentes que ocorreram na edição deste ano, a NASCAR decidiu manter os carros atuais para o Clash de 2021 e atrasar a estreia da próxima geração para a sessão de qualificação.

A qualificação para a Daytona 500 também viu a sua data a ser alterada, uma vez que vai passar a ser realizada na quarta-feira. As outras corridas dos três campeonatos principais da NASCAR não sofrem qualquer mudança, mantendo o seu formato tradicional. Os duelos vão continuar a ter lugar na quinta-feira à noite, antes da corrida da Truck Series na sexta à noite e da prova da Xfinity Series no sábado. As Speedweeks de 2021 irão terminar no dia 14 de fevereiro com a 63ª edição das 500 Milhas de Daytona.

Jimmie Johnson vai testar um IndyCar com a Arrow McLaren SP

O heptacampeão da NASCAR Cup Series Jimmie Johnson vai fazer a sua estreia ao volante de um carro de IndyCar num teste com a Arrow McLaren SP em Barber no mês de abril.

Johnson, que já tinha testado um carro de Fórmula 1 da McLaren em 2018 (num teste em que Fernando Alonso também conduziu o seu Chevrolet Camaro), vai assim renovar a sua ligação à famosa equipa britânica, que vai regressar à IndyCar a tempo inteiro em 2020.

O piloto da Hendrick Motorsports, que está a realizar a sua última temporada na Cup Series, já expressou publicamente o seu desejo de experimentar outras competições como a IndyCar ou as provas de endurance, o que poderá levar a um regresso às 24 Horas de Daytona ou até a uma estreia nas 24 Horas de Le Mans. No entanto, uma corrida num traçado convencional do calendário da IndyCar parece ser a opção mais provável em 2021, uma vez que, para além de ter agendado um teste com a Arrow McLaren SP no Barber Motorsports Park em abril, Johnson também visitou os testes  realizados no mês passado no Circuit of the Americas. 

Com sete títulos e 83 vitórias na Cup Series, Jimmie Johnson é uma verdadeira lenda viva da NASCAR. Sempre associado ao #48 da equipa de Rick Hendrick, Johnson estreou-se a tempo inteiro no escalão principal em 2002. Desde então, acumulou vitória atrás de vitória, conquistando o seu primeiro título em 2006, um ano que marcou o início de uma das sequências mais incríveis da história da NASCAR, uma vez que foi o primeiro de cinco títulos consecutivos. O piloto da Califórnia voltou a ser campeão em 2013, conquistando o sétimo campeonato em 2016, uma conquista que fez com que Johnson igualasse Richard Petty e Dale Earnhardt como os pilotos com mais títulos na história.

Em 2017, Johnson venceu três corridas, mas o piloto do #48 nunca mais voltou a vencer uma prova a pontuar para o campeonato desde o seu triunfo em Dover, terminando o campeonato de 2018 em 14º e o de 2019 em 18º, depois de falhar a entrada nos playoffs pela primeira vez na sua carreira. No entanto, a época de 2020 começou bem melhor. Com três corridas já realizadas, Johnson está em quinto lugar no campeonato, tendo terminado a última prova em Fontana na sétima posição.

Tony Stewart vai regressar à NASCAR na corrida da Xfinity Series em Indianápolis

Tony Stewart vai disputar a primeira corrida da NASCAR no traçado convencional de Indianápolis, pilotando um Ford da Stewart-Haas na prova da Xfinity Series.

O tricampeão da Cup Series (em 2002, 2005 e 2011) e co-proprietário da Stewart-Haas vai assim regressar à NASCAR, realizando a sua primeira corrida num dos três campeonatos principais desde que se retirou em 2016. Stewart não deixou de competir, participando em muitas provas de sprint cars, ao mesmo tempo que desempenha o seu papel na equipa com a qual foi campeão da Cup Series em 2011. No comunicado onde a equipa anunciou a notícia, Stewart referiu que o cada vez maior número de traçados convencionais (destacando a ROVAL em Charlotte) despertou o seu interesse, que aumentou depois de ter feito algumas voltas ao volante de um dos carros da equipa (equipado para ter mais de um lugar) no Circuit of the Americas com Romain Grosjean e Kevin Magnussen, pilotos da Haas na Fórmula 1.

A decisão de mudar a corrida da Xfinity Series da oval para o traçado convencional terá criado a situação ideal para o regresso de Stewart, não só devido ao facto de ter sido um dos melhores pilotos em traçados convencionais durante a sua carreira na NASCAR (tendo vencido oito corridas neste tipo de circuito), mas também por ser uma oportunidade para voltar a correr em Indianápolis, uma vez que nasceu no estado do Indiana.

Famoso pela sua determinação ao volante e pela sua frontalidade, Stewart foi um dos melhores pilotos da NASCAR na década de 2000. Depois de ter iniciado a sua carreira nos monolugares (onde foi campeão da IRL em 1997), o piloto do Indiana fez a sua primeira temporada na Cup Series em 1999, vencendo três corridas no seu ano de estreia com a Joe Gibbs Racing. Stewart conquistou o seu primeiro título em 2002, repetindo o mesmo feito em 2005.

No entanto, a mudança da equipa de Joe Gibbs para a Toyota fez com que Stewart mudasse para a Haas CNC Racing, uma equipa Chevrolet e que estava disposta a deixar o piloto tornar-se num dos proprietários. Stewart trocou assim o #20 pelo #14 e passou a competir pela renomeada Stewart-Haas Racing, conquistando o seu terceiro titulo em 2011 depois de uma fase final do campeonato extraordinária e tornando-se no primeiro piloto a vencer o campeonato com a sua própria equipa desde Alan Kulwicki. As temporadas seguintes não tiveram o mesmo sucesso e Stewart retirou-se em 2016 com 49 vitórias no escalão principal da NASCAR.


Erik Jones junta-se a Larson e a Elliott no Kyle Busch Challenge


Erik Jones foi o terceiro piloto a anunciar que irá tentar ganhar a recompensa de 100 mil dólares por derrotar Kyle Busch na Truck Series. Depois de Kyle Larson e Chase Elliott já terem confirmado a sua presença em Atlanta (Elliott), em Homestead (Larson) e no Kansas (Elliott), Erik Jones irá juntar-se ao piloto da Ganassi em Homestead, ao volante de um veículo inscrito por Billy Ballew e James Finch, dois antigos donos de equipa nas várias categorias da NASCAR.

O Kyle Busch Challenge nasceu na sequência da sua vitória na corrida da Truck Series em Las Vegas. O domínio de Busch aumentou a sua série de vitórias consecutivas no campeonato para sete e gerou muitas críticas nas redes sociais. Kevin Harvick saiu em defesa do campeão em título da Cup Series e ofereceu uma recompensa de 50 mil dólares ao primeiro piloto a tempo inteiro da Cup Series que conseguir bater Busch numa prova da Truck Series. Marcus Lemonis, CEO da empresa que patrocina o campeonato, ofereceu a mesma quantia, estando em cima da mesa uma recompensa de 100 mil dólares.


Max Chilton lidera o último dia de testes em Sebring

Max Chilton confirmou o bom andamento da Carlin em Sebring ao terminar o teste na pista da Florida com o melhor tempo.

Depois de ter terminado o primeiro dia com o melhor tempo, a equipa britânica continuou no topo da tabela no segundo dia, uma vez que Chilton foi o piloto mais rápido e Felipe Nasr, que voltou a guiar o #31, acabou o dia na segunda posição. Chilton, que vai participar nas corridas realizadas em pistas convencionais e citadinas e na Indy 500, fez o tempo mais rápido do teste com uma volta de 52.112 segundos ao traçado curto de Sebring, melhorando o tempo realizado por Nasr no primeiro dia em cerca de duas centésimas. No entanto, o brasileiro continuou muito perto da primeira posição, acabando o teste com o segundo melhor tempo. O piloto da Action Express no IMSA WeatherTech SportsCar Championship terminou em segundo lugar e voltou a impressionar. Tendo em conta que o #31 ainda não tem nenhum piloto confirmado e que Nasr testou com a equipa em duas ocasiões, o brasileiro tem de ser considerado um dos principais candidatos a ocupar esse lugar, pelo menos em algumas das corridas.

Rinus VeeKay continuou a mostrar um excelente andamento, uma vez que o rookie holandês da Ed Carpenter Racing levou o #21 à terceira posição no dia de terça-feira, ficando a menos de uma décima do tempo mais rápido. O campeão de 2019 Josef Newgarden foi o melhor piloto da Penske ao terminar o dia na quarta posição, à frente de Patricio O'Ward. Simon Pagenaud realizou o sexto melhor tempo, à frente de Conor Daly, Oliver Askew, Will Power e Graham Rahal, que completaram o top dez do último dia do teste. Rahal foi apenas um de dois pilotos equipados com um motor Honda no último dia, uma vez que a Rahal Letterman Lanigan foi a única equipa da marca japonesa a sair para a pista. Dalton Kellett substituiu Sébastien Bourdais e colocou o #14 da AJ Foyt Racing em 11º, acabando ainda à frente de Takuma Sato e de Ben Hanley. Só 13 carros marcaram presença no último dia de testes, menos dois do que na primeira jornada.

Felipe Nasr com o melhor tempo no primeiro dia de testes da IndyCar em Sebring

Felipe Nasr reforçou a sua candidatura ao segundo carro da Carlin ao realizar o tempo mais rápido no primeiro dia de um teste que juntou mais de uma dezena de carros do plantel da IndyCar em Sebring.

O ex-piloto de Fórmula 1 e campeão na classe DPi do IMSA WeatherTech SportsCar Championship em 2018 fez o tempo mais rápido aos comandos do #31 da Carlin. Uma volta em 52.136 segundos no traçado mais curto de Sebring deu a primeira posição ao brasileiro, que só chegou à pista da Florida à tarde, uma vez que estava no Brasil quando recebeu a chamada de Trevor Carlin para voltar a testar com a equipa britânica. O #31 continua a ser o único carro que ainda não tem nenhum piloto confirmado, mas o piloto da Action Express no IMSA terá certamente impressionado a equipa. O brasileiro já tinha guiado o #31 nos testes no Circuit of the Americas no mês passado, partilhando o carro com Sérgio Sette Câmara. No entanto, Nasr poderá ter de voltar a dividir o seu tempo no monolugar da Carlin com outro piloto, uma vez que o suíço Ralph Boschung também esteve no teste ontem. No entanto, o ex-piloto de GP3 não saiu para a pista na sessão matinal, desconhecendo-se quem irá pilotar o #31 no segundo dia.

Scott Dixon fez o segundo tempo mais rápido, ficando a menos de uma décima de segundo da melhor volta de Nasr. Depois de ter impressionado nos testes no Circuit of the Americas, Sébastien Bourdais voltou a realizar uma excelente prestação, levando o #14 da AJ Foyt Racing à terceira posição. O francês terminou à frente de um trio de pilotos da Andretti Autosport, com Ryan Hunter-Reay, Zach Veach e Alexander Rossi a realizarem o quarto, quinto e o sexto melhor tempo, à frente de Jack Harvey. Felix Rosenqvist e Marcus Ericsson garantiram a presença no top dez de todos os carros da Ganassi ao terem ficado com a oitava e a nona posição, enquanto Colton Herta acabou o dia no décimo lugar, a pouco mais de três décimas do tempo de Felipe Nasr.

Charlie Kimball, Marco Andretti, Santino Ferrucci, Alex Palou e Ben Hanley terminaram fora dos dez primeiros (pela ordem apresentada), num teste que reuniu 15 carros.

Alex Bowman domina a prova da Cup Series em Fontana

Alex Bowman obteve a segunda vitória da sua carreira na Cup Series, dominando a última fase da Auto Club 400.

O piloto da Hendrick Motorsports era o alvo a abater desde o início do fim de semana, tendo sido o mais rápido em ambas as sessões de treinos na sexta-feira e conseguindo a terceira posição na qualificação. Bowman chegou ao primeiro lugar logo à 11ª volta, vencendo o primeiro segmento da corrida. O #88 não conseguiu repetir a vitória no segundo segmento, terminando atrás de Ryan Blaney, apesar de ter estado quase sempre muito perto do piloto da Penske. No entanto, Bowman voltou ao primeiro lugar depois de ter ultrapassado Martin Truex Jr e dominou a última parte da corrida para conquistar a segunda vitória da sua carreira no escalão principal da NASCAR. Após ter perdido a oportunidade de lutar pela vitória na semana passada em Las Vegas quando um caution tardio impediu-o de continuar a sua aproximação ao líder Ryan Blaney e fez com que ambos fossem forçados a uma má opção estratégica, Bowman conseguiu obter um resultado final representativo da sua prestação na corrida.

No entanto, Ryan Blaney, que venceu a segunda fase, voltou a ser afetado pelo azar perto do fim da corrida. O piloto da Penske, que estava em segundo, foi forçado a parar para resolver uma vibração que estava a sentir no carro a três voltas do fim, terminando em 19º. Martin Truex Jr, que estava perto de Bowman no início da última sequência de paragens, também teve problemas na parte do fim, uma vez que uma paragem lenta retirou-o da luta pelo triunfo, acabando a prova em 14º.

Os infortúnios de Blaney e Truex abriram a porta a Kyle Busch. O campeão em título foi recuperando posições ao longo da corrida com ajustes no carro e aproveitou os problemas dos adversários para terminar em segundo, a quase nove segundos de Bowman. O piloto da Joe Gibbs ficou à frente do seu irmão Kurt, que ainda conseguiu acabar em terceiro depois de não ter conseguido entrar na sua boxe durante uma das paragens iniciais. 

Chase Elliott não conseguiu repetir a prestação da semana passada, mas conseguiu colocar um segundo carro da Hendrick no top cinco ao terminar a corrida em quarto, à frente de Brad Keselowski. Jimmie Johnson, que foi honrado pela comunidade da NASCAR na sua última visita à pista do seu estado natal, terminou em sétimo. Apesar de ter estado várias vezes na luta pelo primeiro lugar, o carro de Johnson perdia eficácia nas voltas após os recomeços, tendo sido ultrapassado por Denny Hamlin perto do fim.



Top 10
  1. Alex Bowman
  2. Kyle Busch
  3. Kurt Busch
  4. Chase Elliott
  5. Brad Keselowski
  6. Denny Hamlin
  7. Jimmie Johnson
  8. Aric Almirola
  9. Kevin Harvick
  10. Erik Jones

Harrison Burton vence pela primeira vez na Xfinity Series em Fontana

Harrison Burton ganhou a sua primeira corrida na NASCAR ao aguentar a pressão do seu companheiro de equipa Riley Herbst nas últimas voltas da prova.

Burton ultrapassou Chase Briscoe a cerca de 30 voltas do fim e manteve a primeira posição durante o resto da corrida, apesar de ter perdido algum tempo a dobrar pilotos atrasados nas últimas voltas. O piloto do #20 tornou-se apenas no terceiro rookie a ganhar em Fontana na Xfinity Series, conquistando também a sua primeira vitória na NASCAR depois de ter terminado a temporada de 2019 na Truck Series em 12º no campeonato.

Foi um excelente dia para os jovens da Joe Gibbs Racing, uma vez que Riley Herbst terminou em segundo e Brandon Jones liderou as primeiras 73 voltas da corrida, vencendo a primeira e a segunda fase. No entanto, se os dois primeiros segmentos decorreram sem qualquer incidente, a terceira fase foi bem mais atribulada, ficado marcada por vários cautions que impediram alguns dos favoritos de continuar a lutar pela vitória. Jones, que tinha perdido a liderança pela primeira vez durante as paragens nas boxes, ficou sem a oportunidade de conseguir a primeira vitória do ano devido a um toque de Daniel Hemric num dos recomeços. Chase Briscoe, que parecia ter um dos melhores carros na parte final, fez um pião a cerca de 20 voltas do fim quando estava em segundo. Justin Allgaier, Noah Gragson e Ross Chastain também estiveram envolvidos em vários toques durante os seis cautions da terceira fase.

Austin Cindric ficou na terceira posição, terminando à frente de Ryan Sieg e de Justin Haley, que completaram o top cinco. Na sua primeira corrida na Xfinity Series, Anthony Alfredo levou o #21 da RCR ao sexto lugar, aproveitando todos os incidentes que ocorreram à sua frente. Daniel Hemric ainda conseguiu terminar em sétimo, à frente de Chastain, Jeremy Clements e Josh Williams.



Top 10
  1. Harrison Burton
  2. Riley Herbst
  3. Austin Cindric
  4. Ryan Sieg
  5. Justin Haley
  6. Anthony Alfredo
  7. Daniel Hemric
  8. Ross Chastain
  9. Jeremy Clements
  10. Josh Williams


Will Power ganha em Indianápolis para obter a sua primeira vitória do ano

Will Power estreou-se finalmente a vencer em 2021, liderando 56 das 85 voltas na segunda corrida do ano no traçado convencional de Indianápo...