Kyle Busch inscrito na corrida da Xfinity Series em Richmond de hoje à noite

Kyle Busch vai fazer a sua quinta e última prova do ano na Xfinity Series hoje à noite em Richmond.

Fonte: Twitter/NASCAR Xfinity

O campeão da Cup Series estará ao volante do #54 da Joe Gibbs Racing, que Denny Hamlin utilizou na semana passada na corrida em Darlington. Num fim de semana em que os pilotos da Xfinity Series vão fazer duas corridas, Busch vai participar apenas na primeira, partindo em 29º para a prova que se vai realizar esta madrugada. O recordista de vitórias na Xfinity Series tem um registo incrível no campeonato em Richmond, tendo vencido seis das 22 corridas que realizou na pista da Virgínia (em 2004, 2007, 2009, 2011, 2014 e 2016). Para além disso, Busch também já ganhou seis corridas da Cup Series em Richmond.

O campeão de 2009 da Xfinity Series não tem tido a sua melhor temporada parcial no campeonato, uma vez que ganhou apenas uma das quatro corridas em que participou até agora. Depois de ter ficado em terceiro em Phoenix e de ter sido batido por Chase Briscoe em Darlington num final emocionante, Busch obteve a sua única vitória do ano em Charlotte. O bicampeão da Cup Series voltou a cortar a meta em primeiro no Texas, mas foi desqualificado devido a irregularidades do seu carro na altura em relação ao solo durante a inspeção após a corrida.

Perante as cada vez maiores restrições aos pilotos da Cup Series nos campeonatos inferiores, Busch já mencionou que irá deixar de competir na Xfinity Series quando alcançar a sua 100ª vitória no campeonato. No entanto, isso não vai acontecer este ano, uma vez que o piloto da Joe Gibbs tem 97 vitórias, podendo conquistar a sua 98ª esta noite.

Bubba Wallace deixa a Richard Petty Motorsports no final da época

Bubba Wallace confirmou que não vai continuar com a Richard Petty Motorsports em 2021.

Fonte: Twitter/Richard Petty Motorsports

Wallace vai assim deixar o icónico #43 no final do ano, depois de ter feito toda a sua carreira na Cup Series com a equipa de Richard Petty. O segundo classificado na Daytona 500 de 2018 tem tido a melhor época da sua carreira, uma vez que, após 27 corridas, ocupa a 23ª posição no campeonato, tendo terminado já por uma vez no top cinco (na segunda corrida em Daytona) e por mais quatro vezes no top dez. 

No entanto, os seus resultados não têm sido o único motivo pelo qual Wallace tem assumido um papel preponderante, uma vez que o piloto afro-americano tornou-se no porta-voz da NASCAR na luta contra a desigualdade racial, algo que tem feito com que seja alvo de elogios e críticas num dos períodos mais conturbados na história recente dos Estados Unidos.

Os bons resultados e o papel ativo de Wallace tornou o-no alvo favorito dos patrocinadores, tendo assinado acordos com marcas como a Beats by Dre e a Columbia Sportswear nos últimos meses. Perante esta situação, a Richard Petty Motorsports tentou tudo para manter Wallace na equipa, tendo mesmo oferecido ao piloto uma participação acionária. 

Contudo, isso não foi suficiente para que Wallace continuasse na RPM, com a Ganassi e a Hendrick a serem os destinos mais prováveis para o piloto que se estreou no escalão principal da NASCAR a tempo inteiro em 2018, depois de ter substituído Aric Almirola em quatro provas no ano anterior. Nos dois últimos anos, Wallace acabou o campeonato em 28º, com o segundo lugar nas 500 Milhas de Daytona a ser o seu melhor resultado.

IMSA introduz classe LMP3 e anuncia outras mudanças para 2021

O dia de ontem foi marcado por vários anúncios para a próxima temporada do WeatherTech Sportscar Championship, com o mais importante a ser a criação de uma nova classe.

Fonte: Twitter/IMSA

A nova categoria irá permitir a participação dos LMP3 da nova geração construídos pela Ligier, Duqueine Engineering, Ginetta e Adess, e das evoluções dos modelos atuais. Assim, os carros que costumam ser a classe principal no IMSA Prototype Challenge poderão juntar-se ao WeatherTech SportsCar Championship para um campeonato de seis corridas em 2021 (Sebring, Mid-Ohio, Watkins Glen, Mosport, Road America e Petit Le Mans), podendo competir também nas 24 Horas de Daytona. A criação desta nova classe é claramente uma tentativa de aumentar o número de inscritos, uma vez que a pandemia de Covid-19 criou muitas dificuldades financeiras a várias equipas, para além de ter sido um fator para o fim do programa de fábrica da Porsche nos GTLM no final do ano.

Para além disso, foi também anunciada uma alteração no sistema de pontuação, com os pontos normalmente atribuídos no final das provas a serem multiplicados por dez (enquanto que, por exemplo, os dois primeiros lugares em cada classe valem 35 e 32 pontos, em 2021 passarão a valer 350 e 320 pontos). No entanto, o sistema de pontuação antigo ainda vai ser utilizado, uma vez que a qualificação também vai passar a dar pontos, numa tentativa de dar mais importância às sessões realizadas antes da corrida. O formato da qualificação nos LMP2 e nos GTD também foi alterado, sendo divido em dois segmentos. Enquanto o piloto amador irá qualificar o carro na primeira fase, na segunda o piloto mais experiente irá tentar marcar o maior número de pontos possível, num formato que também se vai aplicar aos LMP3.

Foi também revelado o calendário para o próximo ano, que inclui as mesmas pistas que o calendário original para 2020.

Calendário 2021

30-31/01 - 24 Horas de Daytona (DPi, GTLM e GTD; LMP2 e LMP3 podem correr mas não marcam pontos para o seu campeonato)
20/03 - 12 Horas de Sebring (DPi; LMP2; LMP3; GTLM; GTD)
17/04 - Long Beach (DPi; GTLM; GTD)
25/04 - Laguna Seca (DPi; LMP2; GTLM; GTD)
16/05 - Mid-Ohio (DPi; LMP3; GTD)
------  - Detroit (data ainda por confirmar: (DPi;; LMP2; GTD)
27/06 - 6 Horas de Watkins Glens (DPi; LMP2; LMP3; GTLM; GTD)
04/07 - Mosport (DPi; LMP3; GTLM; GTD)
17/07 - Lime Rock (GTLM; GTD)
08/08 - Road America (DPi; LMP2; LMP3; GTLM; GTD)
22/08 - VIR (GTLM/GTD)
09/10 - Petit Le Mans (DPi; LMP2; LMP3; GTLM; GTD)

Jimmie Johnson junta-se à Ganassi para tentar fazer programas parciais na IndyCar em 2021 e 2022

Jimmie Johnson e a Ganassi vão juntar-se para tentar disputar as corridas realizadas em traçados convencionais e citadinos da IndyCar nos próximos dois anos.

Fonte: Twitter/NTT IndyCar Series

Johnson, que se vai retirar da NASCAR a tempo inteiro no final do ano, já tinha mencionado em várias ocasiões o seu desejo de explorar outras competições no desporto motorizado, com um programa parcial nas corridas em circuitos convencionais e citadinos na IndyCar a ser a sua preferência. O heptacampeão da Cup Series estreou-se ao volante de um IndyCar num teste com a Ganassi configuração usada para o GP de Indianápolis, tendo impressionado imediatamente a equipa.

Depois de muita especulação, foi confirmado que a Ganassi será mesmo a equipa à qual Johnson se vai  juntar para a sua estreia oficial na IndyCar, com a equipa a confirmar que está à procura de patrocinadores para colocar Johnson num dos seus carros nos próximos dois anos para disputar as corridas em circuitos convencionais e citadinos. Caso os planos do piloto e da equipa se concretizem, a Ganassi poderá juntar Scott Dixon a Jimmie Johnson, num dos alinhamentos de pilotos mais fortes da história do desporto motorizado na América do Norte. Para além disso, apesar de Felix Rosenqvist e Marcus Ericsson (que, juntamente com Dixon, são os outros pilotos da equipa na IndyCar) ainda não terem sido confirmados para 2021, a sua renovação é o cenário mais provável, o que colocaria a equipa com quatro carros em algumas provas.

Uma lenda da NASCAR, Johnson é um de apenas três pilotos que conquistaram sete títulos na Cup Series, tendo ganho 83 corridas na sua carreira, enquanto a Ganassi parece encaminhada para conquistar um novo título de IndyCar em 2020, com Scott Dixon a ter 96 pontos de vantagem sobre o seu rival mais próximo no campeonato no ano que marca o 30º aniversário da equipa.

Traçado do Auto Club Speedway será reconfigurado pela NASCAR

A NASCAR revelou ontem que planeia converter a pista localizada em Fontana num traçado mais curto no futuro.

Fonte: Twitter/Auto Club Speedway

De acordo com um comunicado oficial, foi revelado que a NASCAR pretende transformar a pista de duas milhas numa short track de apenas meia milha, num plano que também inclui a renovação de toda a infraestrutura e que já foi submetido ao condado de San Bernardino. Antes da confirmação por parte da NASCAR, a notícia já tinha sido revelada pelo site The Athletic, que menciona que o novo traçado terá duas longas retas como em Martinsville, mas com curvas de grande inclinação como em Bristol. 

Fonte: Twitter/SiriusXM NASCAR Radio (Ch.90)

Esta decisão não deverá afetar o calendário de 2021, com a pista a manter o seu lugar no próximo ano antes de receber o seu primeiro evento com o seu novo traçado em 2022. A iniciativa da NASCAR pretende responder aos desejos dos fãs de ter mais short tracks no calendário, uma vez que Bristol, Martinsville e Richmond são as únicas pistas deste género no calendário atual. 

Aberto em 1997, o Auto Club Speedway recebe corridas da NASCAR desde o seu primeiro ano de existência, tendo mesmo sido palco de duas provas da Cup Series entre 2004 e 2010. Jimmie Johnson é o piloto com mais vitórias, tendo ganho seis corridas no seu estado natal, com Alex Bowman a ter ganho a corrida deste ano. Para além da NASCAR, a pista da Califórnia também já recebeu a IndyCar entre 1997 e 2005 e entre 2012 e 2015, sendo muito conhecida por ter sido o local onde Gil de Ferran realizou a volta mais rápida da história numa pista fechada na qualificação para a prova de 2000, a uma velocidade de 241.428 milhas por hora (388.5 quilómetros por hora).

Kevin Harvick aproveita incidente entre Martin Truex Jr e Chase Elliott para ganhar a Southern 500

Kevin Harvick garantiu o apuramento para a segunda ronda dos playoffs ao vencer a Southern 500, depois de um toque de Martin Truex Jr em Chase Elliott a 15 voltas do fim.

Fonte: Twitter/Stewart-Haas Racing

Truex, que tinha ganho o primeiro e o segundo segmento, liderou 196 das 367 voltas e estava numa excelente posição para vencer, antes de um caution a 46 voltas do fim ter colocado o piloto da Joe Gibbs Racing atrás de Chase Elliott. O piloto da Hendrick, que tinha partido da pole, optou por parar mais cedo (e por mais uma vez, se não houvessem cautions) do que os três primeiros nas últimas 90 voltas da corrida, assumindo a primeira posição sabendo que teria de ceder a liderança quando tivesse de voltar a parar, mas o caution mencionado em cima fez com que todos os outros que não teriam de vir às boxes parassem novamente, uma vez que iriam ter muitas dificuldades numa pista conhecida por provocar elevado desgaste de pneus.

Elliott e Truex partilharam a primeira linha no último recomeço, com o campeão de 2017 sempre na traseira de Elliott nas voltas seguintes. A 15 voltas do fim, Truex fez a sua primeira tentativa de ultrapassagem, mas não conseguiu evitar um toque no piloto da Hendrick ao passar para a sua frente, com ambos os carros a embater com violência no muro. O toque obrigou Truex a parar e Elliott a abrandar para conseguir chegar ao fim, abrindo a porta a Kevin Harvick, que aguentou a pressão de um surpreendente Austin Dillon nas últimas voltas para obter o seu oitavo triunfo do ano e o seu segundo em Darlington em 2020, garantindo a sua passagem à próxima ronda dos playoffs.

Harvick e Dillon, que tinham ganho muitas posições antes do último recomeço ao seguir a mesma estratégia de Chase Elliott, terminaram à frente de Joey Logano, Erik Jones, William Byron e Alex Bowman. Kyle Busch, que esteve em segundo durante a maioria da última fase, acabou em sétimo, à frente do seu irmão Kurt, Aric Almirola e Clint Bowyer. Chase Elliott terminou em 20º e Truex em 22º.

No entanto, os pilotos nos playoffs mais prejudicados em Darlington foram Matt DiBenedetto e Ryan Blaney. Enquanto DiBenedetto acabou apenas em 21º numa noite em que esteve várias vezes a uma volta do líder, Blaney recebeu uma penalização de 10 pontos antes da corrida por uma infração por parte da sua equipa. A noite do piloto da Penske foi de mal a pior quando teve de parar no recomeço do segundo segmento com um furo, terminando em 24º, o que faz com que chegue a Richmond a 17 pontos de Clint Bowyer, que ocupa o último lugar de acesso à próxima ronda.


Top 10
  1. Kevin Harvick
  2. Austin Dillon
  3. Joey Logano
  4. Erik Jones
  5. William Byron
  6. Alex Bowman
  7. Kyle Busch
  8. Kurt Busch
  9. Aric Almirola
  10. Clint Bowyer

Ben Rhodes ganha a corrida da Truck Series em Darlington num final em overtime

Ben Rhodes venceu a sua primeira corrida na Truck Series em mais de dois anos, batendo Derek Kraus num final em overtime.

Fonte: Twitter/Darlington Raceway

O piloto da ThorSport esteve sempre no top cinco naquela que foi a primeira corrida do campeonato em Darlington desde 2011, numa tarde dominada por Brett Moffitt (vencedor do primeiro segmento) e por Sheldon Creed (vencedor da segunda fase), que lideraram 145 das 162 voltas da corrida. Creed, que tinha assumido a liderança no recomeço anterior, parecia ter a vitória garantida até um caution a três voltas do fim ter mudado radicalmente o desfecho da corrida, numa situação semelhante ao que aconteceu na Coca-Cola 600.

Perante o elevado desgaste de pneus em Darlington, Creed, Austin Hill e Moffitt, que ocupavam os três primeiros lugares, escolheram vir às boxes, deixando Rhodes na primeira posição. Ficar em pista foi claramente a opção correta e, apesar de ter perdido a liderança para Derek Kraus no recomeço, Rhodes aproveitou um ligeiro erro do rookie na saída da curva dois para voltar ao primeiro lugar, vencendo pela primeira vez desde 2018.

Mesmo tendo perdido uma oportunidade de ouro para apurar-se para os playoffs, Kraus obteve o melhor resultado da sua curta carreira no campeonato ao acabar em segundo, à frente de Austin Hill, que foi o melhor dos pilotos que trocaram de pneus antes do final em overtime. Grant Enfinger terminou no top cinco pela primeira vez desde a jornada dupla no Kansas, à frente de Christian Eckes, Raphael Lessard e Todd Gilliland, que vai começar a última corrida da época regular na última posição de acesso aos playoffs, com apenas 10 pontos de vantagem para Kraus. Moffitt terminou apenas em décimo, enquanto Creed cortou a meta em 18º depois de ter entrado nas boxes em excesso de velocidade.

Um dos grandes motivos de interesse da corrida da Truck Series em Darlington era a presença de Greg Biffle, David Ragan e Trevor Bayne, que estavam todos a fazer o seu regresso à NASCAR. Ragan foi o único que esteve consistentemente na frente, terminando os dois primeiros segmentos em quinto. No entanto, o piloto do #17 ficou envolvido num acidente perto do fim, o que fez com que Biffle fosse o melhor dos três no final, ao acabar em 19º.

Top 10

  1. Ben Rhodes
  2. Derek Kraus
  3. Austin Hill
  4. Grant Enfinger
  5. Christian Eckes
  6. Raphael Lessard
  7. Todd Gilliland
  8. Stewart Friesen
  9. Timmy Hill
  10. Brett Moffitt

Will Power ganha em Indianápolis para obter a sua primeira vitória do ano

Will Power estreou-se finalmente a vencer em 2021, liderando 56 das 85 voltas na segunda corrida do ano no traçado convencional de Indianápo...